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AGORA16 de setembro de 2026
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Internacional

BID amplia para US$ 4 bilhões o fundo para segurança na América Latina

A demanda dos países da América Latina e do Caribe por recursos para segurança pública surpreendeu o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), levando-o a ampliar de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões o volume de financiamento destinado a projetos de combate à violência e ao crime organizado entre 2026 e 2028. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5), durante a abertura da Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em B

Fonte: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil05 de agosto de 2026 às 17:480 visualizações
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BID amplia para US$ 4 bilhões o fundo para segurança na América Latina
Foto: Agência Brasil
A demanda dos países da América Latina e do Caribe por recursos para segurança pública surpreendeu o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), levando-o a ampliar de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões o volume de financiamento destinado a projetos de combate à violência e ao crime organizado entre 2026 e 2028.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5), durante a abertura da Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

Segundo o presidente do BID, Ilan Goldfajn, quase 60% das metas previstas para três anos da iniciativa já foram alcançadas em apenas um ano. Ele atribuiu a ampliação dos recursos à forte demanda dos países da região, onde a segurança pública se tornou uma das principais preocupações dos governos.

Goldfajn destacou que, embora a América Latina concentre cerca de 8% da população mundial, ela responde por aproximadamente 33% dos homicídios registrados no planeta.

Descapitalizar o crime

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, defendeu a ampliação da cooperação internacional e o compartilhamento de informações para combater organizações criminosas transnacionais.

Segundo Lima e Silva, o combate ao crime não pode se limitar às manifestações finais da violência, sendo necessário concentrar esforços também na desarticulação financeira das facções criminosas.

O ministro destacou que as estruturas criminosas se adaptaram à globalização, passaram a operar em rede e utilizam os sistemas financeiros internacionais para movimentar recursos com rapidez.

Interpol

A cúpula também marcou a entrada da Interpol na Força-Tarefa de Resposta Rápida Contra a Violência e o Crime Organizado, mecanismo criado para oferecer assistência técnica especializada e apoio a países que enfrentem crises ou ameaças emergenciais.

O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, afirmou que segurança, justiça e desenvolvimento devem ser tratados de forma integrada e que a nova parceria permitirá ampliar a capacidade de resposta dos países da região por meio de missões técnicas, intercâmbio de conhecimento e fortalecimento operacional.

Acordo entre BID e Brasil

Durante o encontro, o BID e o governo brasileiro assinaram um memorando de entendimento para ampliar a cooperação no enfrentamento ao crime organizado. O acordo prevê até R$ 5 bilhões em recursos para apoio técnico e financeiro ao Programa Brasil contra o Crime Organizado.

Os investimentos serão direcionados à qualificação da investigação de homicídios, fortalecimento da segurança nos presídios, combate financeiro às organizações criminosas e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.

Aliança

Criada para promover respostas coordenadas aos desafios de segurança da América Latina e do Caribe, a Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento reúne 23 países-membros e 14 parceiros estratégicos.

A iniciativa busca impulsionar investimentos e apoiar políticas voltadas à prevenção da violência, fortalecimento institucional, modernização dos sistemas de justiça e combate aos mercados ilícitos.

Durante a cúpula, o Brasil assumiu a presidência temporária do grupo pelos próximos 12 meses.

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