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AGORA14 de setembro de 2026
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Economia

Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco

O dólar e a bolsa brasileira encerraram a segunda-feira (14) pressionados pela aversão ao risco nos mercados, em um dia marcado pelo avanço do petróleo, incertezas no cenário político doméstico e tensões geopolíticas. A moeda estadunidense aproximou-se de R$ 5,15, enquanto o Ibovespa caiu quase 1%. Principais números do dia Dólar à vista: R$ 5,149, alta de 0,49%; Dólar no ano: baixa acumulada de 6,19%. Ibovespa: 185.500,88 pontos, queda de 0,91%; Petróleo Brent: US$ 105,68, alta de 1,02%. Dólar

Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*14 de setembro de 2026 às 22:210 visualizações
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Dólar sobe e fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco
Foto: Agência Brasil
O dólar e a bolsa brasileira encerraram a segunda-feira (14) pressionados pela aversão ao risco nos mercados, em um dia marcado pelo avanço do petróleo, incertezas no cenário político doméstico e tensões geopolíticas. A moeda estadunidense aproximou-se de R$ 5,15, enquanto o Ibovespa caiu quase 1%.

Principais números do dia

  • Dólar à vista: R$ 5,149, alta de 0,49%;
  • Dólar no ano: baixa acumulada de 6,19%.
  • Ibovespa: 185.500,88 pontos, queda de 0,91%;
  • Petróleo Brent: US$ 105,68, alta de 1,02%.

Dólar reduz alta

O dólar chegou a subir mais de 1% durante a manhã e atingiu a máxima de R$ 5,183, pouco antes das 11h. A pressão refletiu a valorização da moeda estadunidense no exterior e a busca por ativos considerados mais seguros diante do avanço do petróleo e das tensões geopolíticas.

A cotação perdeu força durante a tarde, chegando à mínima de R$ 5,1414, depois que declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis negociações com o Irã reduziram parte das preocupações com a oferta global de petróleo.

No exterior, o índice DXY, que acompanha o dólar ante seis moedas fortes, avançava 0,41% no fim da tarde, aos 99,508 pontos.

No Brasil, as incertezas políticas também influenciaram os negócios, em meio à divulgação de pesquisas eleitorais. O mercado também acompanha a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. O caso relacionado ao ministro Alexandre de Moraes está previsto para ser analisado pelo plenário do STF nesta terça-feira (15).

No mercado de juros, a expectativa é de redução do diferencial entre as taxas brasileira e estadunidense. O Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) decidirá sobre os juros nos EUA na quarta-feira (17), enquanto o mercado projeta continuidade do ciclo de cortes da Selic.

Bolsa recua

O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos. O índice oscilou entre a mínima de 183.813,36 e a máxima de 187.320,96 pontos. O volume financeiro somou R$ 24,4 bilhões.

A queda foi pressionada principalmente por ações de mineradoras, num ambiente de recuo dos contratos futuros de minério de ferro negociados na China. O cenário político brasileiro também contribuiu para a instabilidade.

No exterior, as preocupações com os riscos relacionados ao avanço da inteligência artificial também afetaram o sentimento dos mercados. Em Nova York, o S&P 500 encerrou o dia com queda de 0,48%.

Petróleo avança

O petróleo foi um dos principais fatores de pressão sobre os mercados. O Brent para novembro chegou a ser negociado a US$ 109,80 durante a manhã, alta próxima de 5%, após novos ataques contra infraestrutura energética da Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio.

A cotação perdeu força à tarde com a indicação de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e notícias sobre uma eventual suspensão de ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia.

Ainda assim, o barril do tipo Brent, referência para negociações internacionais, terminou o dia a US$ 105,68, alta de 1,02%. O contrato acumula ganhos superiores a 15% em setembro e de aproximadamente 75% no ano.

A alta do petróleo aumenta as preocupações sobre inflação e pode influenciar as decisões de política monetária das principais economias, mantendo o tema no centro das atenções dos mercados nesta semana.

*Com informações da Reuters

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