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Direitos Humanos

PM faz operações contra o CV na Região Metropolitana do Rio

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (Pmerj) realiza uma série de operações em comunidades do estado, nesta quinta-feira (13), contra o Comando Vermelho (CV). Ao menos 27 batalhões participam, além de unidades especializadas ao Comando de Operações Especiais (COE). As diligências são na cidade do Rio e em municípios da região metropolitana, como São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimado. Esses cinco últimos ficam na região chamada Baixada Flumin

Fonte: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil13 de agosto de 2026 às 15:412 visualizações
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PM faz operações contra o CV na Região Metropolitana do Rio
Foto: Agência Brasil
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (Pmerj) realiza uma série de operações em comunidades do estado, nesta quinta-feira (13), contra o Comando Vermelho (CV). Ao menos 27 batalhões participam, além de unidades especializadas ao Comando de Operações Especiais (COE).

As diligências são na cidade do Rio e em municípios da região metropolitana, como São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimado. Esses cinco últimos ficam na região chamada Baixada Fluminense.

De acordo com a PM, o objetivo é combater crimes como roubos de veículos e de carga, conter a expansão do CV, cumprir mandados de prisão, apreender armas e drogas, recuperar veículos roubados e retirar barricadas criadas por traficantes para dificultar acesso a comunidades.

Armas apreendidas

Na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio, houve troca de tiros e dois homens foram baleados. Com eles, a PM apreendeu uma pistola, uma granada, um radiotransmissor e uma mochila contendo drogas. Os dois feridos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.

No Quitungo, comunidade de Brás de Pina, na zona norte, um homem foi preso. Ele é suspeito de participar da morte do sargento da PM Marco Antônio Matheus Maia, em dezembro de 2024. Com ele, a polícia apreendeu um fuzil AR-10.

Em algumas regiões, como o Morro do Andaraí, na Zona Norte, a ação busca conter disputa territorial entre quadrilhas rivais que tem levado medo a moradores.

De acordo com a organização não governamental Instituto Fogo Cruzado, somente no mês de julho, a Região Metropolitana do Rio registrou ao menos 34 tiroteios motivados por conflitos entre facções criminosas e milícias. O número é o maior registrado no ano e dobrou em relação a junho.

No Complexo do Chapadão, também na Zona Norte, policiais realizaram a retirada de barricadas. O conjunto de favelas fica perto de vias expressas e serve de base para quadrilhas de roubo de carga.

Na Vila Vintém, na Zona Oeste, dois suspeitos foram presos. Um fuzil também foi apreendido nas comunidades da Coronel e da Nova Brasília, em Niterói.

1 mil baleados

A ação coordenada acontece um dia depois de a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, ter sido baleada dentro de um ônibus, em Vicente de carvalho, na Zona Norte. O caso foi durante confronto entre policiais militares e criminosos.

De acordo com levantamento da organização não governamental Instituto Fogo Cruzado, a fonoaudióloga foi a milésima pessoa baleada no Grande Rio em 2026.

O estudo aponta que, até 12 de agosto, 537 pessoas foram mortas e 463 ficaram feridas por disparos de arma de fogo na região metropolitana.

“Isso significa uma média de 30 pessoas baleadas por semana, ou quatro por dia”, destaca a ONG.

Cerca de metade das vitimas (509) foi baleada durante operações policiais. O levantamento detalha que 63 pessoas foram vítimas de balas perdidas em 2026, sendo 15 mortas e 48 feridas.

Para o coordenador do Fogo cruzado, Carlos Nhanga, o caso da fonoaudióloga expõe como a violência armada não se restringe aos locais de confronto.

“A violência também impõe riscos a quem circula pela cidade, inclusive dentro de ônibus e outros meios de transporte”, diz.

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